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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ementa

PLANO DE ENSINO
CURSO: Engenharia Civil
DISCIPLINA: Sistemas Estruturais (Madeiras e Metálicas)

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 horas-aula
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 horas-aula

I - EMENTA
Materiais Metálicos, Produtos Siderúrgicos, Produtos Metalúrgicos, Ações Estruturais, Seções Transversais, Métodos dos Estados Limites, Barras Tracionadas, Ligações Parafusadas, Barras Comprimidas, Barras Flexionadas, Ligações Soldadas. Madeiras de Construção, Ensaios e Bases de Cálculo, Ligações Estruturais, Tesouras, Pontaletes e Escoramentos, Vigas e Treliças de Madeira.

II - OBJETIVOS GERAIS
Capacitar o aluno para o conhecimento do uso dos materiais metálicos, normas de cálculo, critérios de dimensionamento para vigas, colunas, tirantes, escadas, chapas etc. Tipos de conexões entre as peças, solda, parafusos, etc. Ação de vento. Estruturas de madeira abrangendo tesouras para telhados, pontes, sistemas de escoramento, fôrmas de estruturas, etc.

III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Habilitar o aluno para o dimensionamento à flexão, à tração à compressão e à flexo-compressão de Flambagem, estudo de estabilidade, torção, etc – Dimensionamento de conexões soldadas e parafusadas em estruturas metálicas, além de capacitar o aluno a também elaborar e responsabilizar-se profissionalmente por projetos de estruturas de madeira.

IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Produtos Siderúrgicos, Produtos Metalúrgicos, Perfis, Normas Técnicas. Ações Estruturais, Diagramas, Tensão X Deformação de Aços, Aço Estrutural. Características Geométricas das Seções Transversais. Métodos dos Estados Limites. Barras Tracionadas, Ligações Parafusadas. Barras Comprimidas, Barras Flexionadas. Ligações Soldadas. Propriedades Físicas e Mecânicas da Madeira. Madeiras para Construção – Produtos Comerciais. Ensaios de Madeiras – Bases de Cálculo. Ligações de Peças Estruturais. Peças Tracionadas – Emendas. Peças Comprimidas Axialmente – Flambagem. Vigas Simples e Armadas. Treliças Planas. Normas Técnicas.

V - ESTRATÉGIA DE TRABALHO
Apostilas e textos. Exercícios em sala. Projeção de vídeos e de transparências. Materiais demonstrativos (parafusos, perfis, etc).

VI - AVALIAÇÃO
O desempenho do aluno será avaliado de acordo com o regulamento vigente na Universidade.

VII - BIBLIOGRAFIA

Bibliografia Básica
PFEIL, W,; PFEIL, M. “Estruturas de Aço - Dimensionamento Prático”, Editora
LTC, Rio de Janeiro. 2000.
PFEIL, W. “Estruturas de Madeira”, Editora LTC, Rio de Janeiro, 2000.
CARVALHO, M. “Construções de Madeira”, Editora Ao Livro Técnico S.A., Rio de Janeiro, 1998.

Bibliografia Complementar
SANTOS F. “Estruturas Metálicas -Projeto e Detalhes para Fabricação”, EditoraMc Graw-Hill, São Paulo, 1977.
NBR-7190: “Cálculo e Execução de Estruturas de Madeira”, Editora ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro, 2004.

Ementa

PLANO DE ENSINO
CURSO: Engenharia Civil
DISCIPLINA: Mecânica dos Solos e Fundações

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 horas-aula
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 horas-aula

I - EMENTA
Ciências da Terra. Mecânica das Rochas. Rocha, Solo e Mineral. Maciços Rochosos. Rede de Fluxo. Pressões e Recalques. Empuxos de Terra. Aterros.
Conceituação das fundações diretas ou obras de infraestrutura nas construções civis, com aplicações práticas nos principais tipos de construção.

II - OBJETIVOS GERAIS
Apresentar os conceitos que embasam a Mecânica das Rochas e dos Solos e desenvolver as principais aplicações práticas das obras de infra-estrutura na construção civil, e também desenvolver conceitos gerais de fundações diretas de estruturas, com ênfase para as fundações de Residências e Edifícios, mediante estudo da interação solo-estrutura.

III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Habilitar o aluno no estudo e projeto de obras em rochas e solos, capacitando-o a responder profissionalmente pela qualidade e desempenho de obras de infra-estrutura tais como escavação, aterro, fundações, etc.
Capacitar o aluno para realizar: Investigações geotécnicas para estudo de obras de fundações diretas. Estudo de diferentes tipos de fundações diretas envolvendo conceitos teóricos e práticos métodos de construtivos e dimensionamentos. Escolha do tipo de fundação direta. Escavação de valas e escoramento lateral. Projeto e execução de fundações diretas.

IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Mecânica das Rochas
  • Minerais formadores das rochas;
  • Classificação e transformação das rochas;
  • Efeitos tectônicos, maciços rochosos;
  • Sondagens, galerias e poços;
  • Resistência das rochas e propriedades tecnológicas;
  • Injeções, ancoragens e tirantes em rochas.

Mecânica dos Solos
  • Traçado de redes de fluxo;
  • Distribuição das pressões;
  • Empuxos de terra – Teoria de Rankine e Coulomb;
  • Muros de contenção ou de Arrimo;
  • Cortinas de Estacas-Pranchas e Escavadeiras;
  • Pressões sobre galerias e tubulações enterradas.

Fundações Diretas.
  • Investigações geotécnicas. Correlações empíricas para determinação de parâmetro de projeto;
  • Sondagens tipo SPT e Capacidade de Carga;
  • Determinação da tensão admissível do terreno;
  • Prova de carga em terreno de fundação;
  • Sapatas Rasas;
  • Sapata Corrida. Dimensionamento e execução;
  • Sapatas Isoladas;
  • Dimensionamento e execução;
  • Sapata de divisa;
  • Viga alavanca;
  • Fundação tipo Radier;
  • Estudo dos recalques das fundações diretas.

V - ESTRATÉGIA DE TRABALHO
Serão utilizados os recursos didáticos usuais tais como Quadro Negro e Giz, Retro-projetor, Projetor de Slides e Data-Show em aulas expositivas do Professor.

VI - AVALIAÇÃO
O desempenho do aluno será avaliado de acordo com o regulamento vigente na instituição para cursos semestrais.

VII - BIBLIOGRAFIA

Bibliografia Básica
CAPUTO, H. P. “Mecânica dos Solos e suas Aplicações”, Editora LTC, Rio de Janeiro, 2001.
PINTO, C. de S. “Curso Básico de Mecânica dos Solos”, Editora Oficina de Textos, São Paulo, 2002.
RODRIGUES, J. C. “Geologia para engenharia civis, Editora Mc Graw Hill, São Paulo, 2000.
VELLOSO, D.; LOPES, F.R. “Fundações”, Volumes 1 e 2, Editora Oficina Texto, Rio de Janeiro, 2004.

Bibliografia Complementar
MELLO, V. F. B. “Mecânica dos Solos”, Escola Politécnica da USP – São Paulo, 1975.
POPP, S. H. “Geologia Geral” Editora LTC, Rio de janeiro, 1987.
Qualidade e o custo das não conformidades em Obras de Construção Civil – Editora PINI, São Paulo, 1998.
HIRCHFELD, H. “A construção Civil Fundamental - Modernas Técnicas”, Editora Atlas, São Paulo, 2000.
HACHICH, W. “Fundações - Teoria e Prática”, 2a Edição, Editora PINI, São Paulo, 2003.
SIMONS N.; MENZIES B. “Introdução à Engenharia de Fundações”, Editora Interciência, Rio de Janeiro, 1981.

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PLANO DE ENSINO
CURSO: Engenharia Civil
DISCIPLINA: Sistemas de Tratamento de Águas e Esgoto.

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 05 horas-aula
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 100 horas-aula

I - EMENTA
Projeto de Estação de Tratamento de Água e Esgoto Sanitário. Mistura. Floculação. Decantação. Filtração. Desinfecção. Fluoretação.

II - OBJETIVOS GERAIS
Consolidar os conceitos de saneamento básico pelo desenvolvimento de projetos práticos de sistemas de tratamento de água potável e esgoto sanitário.

III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Capacitar o aluno a elaborar projetos básicos e executivos de Estações de Tratamento de Água e de Tratamento de Esgoto Sanitário, respondendo profissionalmente pela adequação técnica do empreendimento e pelo seu desempenho funcional.

IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Dimensionamento da capacidade instalada da Estação de Tratamento de Água (ETA) e de Tratamento de Esgoto (ETE). Projeto Básico da ETA e ETE. Administração. Casa de Química e Dosagens. Sistema de Mistura. Sistema de Floculação. Sistema de Decantação. Sistema de Filtração. ETA e ETE: Projeto de Detalhamento. Normas de operação de sistema de tratamento d’água e esgoto sanitário. Avaliação do desempenho operacional das Estações.

V - ESTRATÉGIA DE TRABALHO
Serão utilizados os recursos didáticos como Retroprojetor e Projetor de Slides em aulas expositivas do Professor.

VI - AVALIAÇÃO
O desempenho do aluno será avaliado de acordo com o regulamento vigente na Universidade.

VII - BIBLIOGRAFIA

Básica
NETTO, José M. “Técnica de Abastecimento e Tratamento de Água”, CETESB, São Paulo, 2004.
PARLATORE, A. “Misturadores e Floculadores Mecânicos”, CETESB, São Paulo, 2003.
CHERNICHARO, Carlos Augusto de L. “Reatores Anaeróbios”, Editora UFMG, Minas Gerais, 2007.

Complementar
LEME, F. “Teoria e Técnicas de Tratamento de Água”, ABES, Rio de Janeiro, 2005.
JORDÃO, E. P.; PESSOA, C. A. “Tratamento de Esgotos Domésticos”, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, Editora ABES, 3a edição, Rio de Janeiro, 1995.
LEME, F. P. “Teoria e Técnicas de Abastecimento de Água”, Editora ABES, 2a Edição, Rio de Janeiro, 1990.
MASCARÓ, L. “Ambiência Urbana”, Editora Luzzatto, Porto Alegre, 1990.
SPERLING, M. V. “Introdução à Qualidade das Águas e ao Tratamento de Esgotos”, Departamento de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1996.

Ementa

PLANO DE ENSINO
CURSO: Engenharia Civil
DISCIPLINA: Engenharia Civil Interdisciplinar

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 horas-aula
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 horas-aula

I - EMENTA
Conceitos Interdisciplinares. Problemas e Análise de Construções Civis abrangendo conceitos multidisciplinares. Estudo da qualidade na Construção Civil.

II - OBJETIVOS GERAIS
Despertar e desenvolver no aluno a capacidade de analisar, de modo abrangente e integrado, as várias situações e condições das obras civis, mobilizando os conceitos interdisciplinares de modo harmônico e balanceado.
Desenvolver no aluno a necessária conscientização da Qualidade Total na Engenharia Civil.

III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Desenvolver no aluno a visão global do empreendimento, capacitando-o mobilizar as várias disciplinas do 8o semestre do curso de engenharia civil, e através dos conceitos das várias especialidades, chegar a resultados harmoniosos, integrados e balanceados, otimizando assim as soluções para as Obras Civis.
Desenvolver no aluno o necessário compromisso entre as obras civis a e qualidade total.

IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Análise e solução dos problemas e/ou situações de obras civis mobilizando, simultaneamente, conceitos e conhecimentos das seguintes disciplinas:
Estruturas de Concreto Armado, Teoria das Estruturas, Mecânica dos Solos, Rochas e Elementos de Geologia, Técnicas de Construção, Projeto de Instalações Hidráulicas, Saneamento Básico, Química Aplicada e Estradas e Aeroportos.
Integração, nos conceitos interdisciplinares, dos parâmetros e procedimentos relativos à Qualidade total nas Obras Civis.

V - ESTRATÉGIA DE TRABALHO
Aulas expositivas com uso de quadro-negro, retroprojetor, projetor de slides, vídeo, Datashow e recursos análogos.
Palestras e Visitas Técnicas.

VI - AVALIAÇÃO
O desempenho do aluno será avaliado de acordo com o regulamento vigente na Instituição para cursos semestrais.

VII - BIBLIOGRAFIA
A bibliografia da disciplina é composta pela soma das bibliografias das disciplinas que compõem o 7º Semestre.

Ementa

PLANO DE ENSINO
CURSO: Engenharia Civil
DISCIPLINA: Aplicação de Estruturas de Concreto Armado/Edifícios

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 05 horas-aula
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 100 horas-aula

I - EMENTA
Fundação do edifício. Superestrutura do edifício. Cálculo de vigas, pilares e lajes. Cálculo das caixas d’água. Cálculo da estrutura do poço de escada e do elevador. Projeto estrutural.

II - OBJETIVOS GERAIS
Elaboração do projeto básico e executivo da estrutura de concreto armado do arcabouço estrutural de um edifício alto.

III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Capacitar o aluno para elaboração do cálculo estrutural completo das estruturas dos edifícios usuais da construção civil, abrangendo a infraestrutura e a superestrutura, habilitando-o a responder pelos cálculos estruturais do edifício.

IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Cálculo estrutural de estacas, tubulões e sapatas. Cálculo estrutural das caixas d’água. Cálculo estrutural do poço de escadas e poço de elevadores. Cálculo da rigidez e deformações do edifício. Cálculo estrutural dos pilares, vigas e lajes do edifício. Dimensionamento de laje de heliporto de um edifício. Dimensionamento das escadas do edifício.

V - ESTRATÉGIA DE TRABALHO
Serão utilizados os recursos didáticos como Retroprojetor e Projetor de Slides em aulas expositivas do Professor.

VI - AVALIAÇÃO
O desempenho do aluno será avaliado de acordo com o regulamento vigente na Instituição.

VII - BIBLIOGRAFIA

Básica
LEONHARDT, E. F. “Construções de Concreto”, Volumes 1, 2, 3, 4, 5 e 6, Editora Interciência, Rio de Janeiro,1990.
PFEIL, W. “Concreto Armado”, Editora LTC, Rio de Janeiro, 2000.
CARVALHO, R. C. e FILHO J. R. F. “Cálculo e Detalhamento de Estruturas Usuais de Concreto Armado”, Segundo a NBR: 6118/2003, Editora EDUFSCAR, 2007.

Complementar
ARAÚJO, José M. “Curso de Concreto Armado”, Editora Dunas, 2010.
FUSCO, P.B. “Técnica de Armar Estruturas de Concreto Armado”, Editora Guanabara Dois, 1995.
MONTOYA, Jimenez et alli. “Hormigón Armado”, Barcelona: G.Gilli, 1994.
SUSSEKIND, José Carlos. “Curso de Concreto Armado”, Porto Alegre: Globo, 1983.
GIONGO, J. S.; Silva, C. R. “Modelos de Bielas e Tirantes Aplicados a Estruturas de Concreto Armado”, Editora EESC/USP, São Carlos, São Paulo, 2000.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Extra

As 21 mega-cidades do mundo

O futuro, sem dúvida, pertence às grandes cidades. Hoje, metade da população mundial vive nelas. Até 2050, serão 7 entre 10, segundo a ONU.

Atualmente existem 21 mega-cidades: aquelas com 10 milhões ou mais de habitantes. Em 2025, serão 23.

1. Tóquio

País: Japão
População atual: 36.669.000
População em 2025: 37.088.000

2. Déli

País: Índia
População atual: 22.157.000
População em 2025: 28.568.000

3. São Paulo

País: Brasil
População atual: 20.262.000
População em 2025: 21.651.000

4. Mumbai

País: Índia
População atual: 20.041.000
População em 2025: 25.810.000

5. Cidade do México

País: México
População atual: 19.460.000
População em 2025: 20.713.000

6. Nova York

País: Estados Unidos
População atual: 19.425.000
População em 2025: 20.636.000

7. Xangai

País: China
População atual: 16.575.000
População em 2025: 20.017.000

8. Calcutá

País: Índia
População atual: 15.552.000
População em 2025: 20.112.000

9. Daca

País: Bangladesh
População atual: 14.648.000
População em 2025: 20.936.000

10. Los Angeles

País: Estados Unidos
População atual: 13.156.000
População em 2025: 13.667.000

11. Karachi

País: Paquistão
População atual: 13.125.000
População em 2025: 16.693.000

12. Buenos Aires

País: Argentina
População atual: 13.074.000
População em 2025: 13.708.000

13. Pequim

País: China
População atual: 12.385.000
População em 2025: 15.018.000

14. Rio de Janeiro

País: Brasil
População atual: 11.950.000
População em 2025: 12.650.000

15. Manila

País: Filipinas
População atual: 11.628.000
População em 2025: 14.916.000

16. Osaka-Kobe

País: Japão
População atual: 11.365.000
População em 2025: 11.368.000

17. Cairo

País: Egito
População atual: 11.001.000
População em 2025: 13.531.000

18. Lagos

País: Nigéria
População atual: 10.578.000
População em 2025: 15.810.000

19. Moscou

País: Rússia
População atual: 10.550.000
População em 2025: 10.663.000

20. Istambul

País: Turquia
População atual: 10.525.000
População em 2025: 12.108.000

21. Paris

País: França
População atual: 10.485.00
População em 2025: 10.884.000

Fonte: Clique aqui.

Hoje na Aula

Arquitetura e Urbanismo

Morte e Vida das Grandes Cidades - Jane Jacobs


O livro é uma critica ao planejamento urbano modernista. A autora critica a forma como a cidade se desenvolveu, o que ela chamou de planejamento urbano ortodoxo, baseado nas utopias como a Cidade Jardim de Howard, Ville Radieuse de Lê Corbusier e a Beautiful City.

A Natureza Peculiar das Cidades - Ruas, Calçadas e Bairros
Jane Jacob mostra que uma rua segura, é uma rua movimentada. No seu livro ela escreve que os donos de estabelecimentos e pessoas na janela são os olhos atentos da cidade, mostrando que lugares onde há pessoas observando o que acontece há menos criminalidade. Em contra partida uma rua deserta torna-se muito perigosa.
A respeito das calçadas, a autora defende calçadas largas, onde as crianças poderiam brincar, para que se criasse uma relação de confiança entre as pessoas, como por exemplo: as pessoas que estão no bar tomando uma cervejam que recebem conselhos do merceeiro, e dão conselhos ao jornaleiro... (JACOBS 1961, pag. 60). Em contraste com isso, ruas e calçadas sem essa relação de "comprometimento pessoal" se tornariam vazias, frias e inseguras.
Nos bairros o ideal seria que não existisse divisão de setores, e que se desenvolvesse uma rede de relações entre as pessoas, e que as pessoas trabalhassem em seus próprios bairros.

Condições para a diversidade urbana
O distrito deve atender a mais de uma função principal. Estas devem garantir a presença de pessoas que saiam de casa em horários diferentes e estejam nos lugares por motivos diferentes (JACOBS 1961, pag. 165). A cidade deve ter diferentes tipos de edificações, raças e níveis sócio econômicos da população para que haja pessoas nas ruas a qualquer hora.
A maioria das quadras dever ser curtas, ou seja, as ruas e as oportunidades de virar a esquina devem ser frequentes (JACOBS 1961, pag. 165). Quadras curtas proporcionam a pessoas poderem transitar por ruas diferentes, não dependendo sempre de uma rua principal, dessa forma o movimento seria destruído, encurtando as distancias e criando diversidade por que geraria usos diferentes de combinações.
O distrito dever ter uma combinação de edifícios com idades e estados de conservação variados e incluir boa porcentagem de prédios antigos (JACOBS 1961, pag 207). A cidade precisa de prédios de todas as idades, para atrair pessoas de rendimentos diversos, sejam eles altos, médios ou baixos. E para atrair pequenas empresas que possam arcar com os custos dos aluguéis.
O distrito precisa ter concentração suficientemente alta de pessoas, sejam quais forem seus propósitos. Isso inclui pessoas cujo propósito é de morar lá (JACOBS 1961, pag. 221). Para a cidade ter diversidade ela precisa ter alta densidade, ou grande concentração de pessoas morando, para que a cidade se desenvolva e traga infraestrutura . Também para que aja pessoas circulando em diferentes horários.

 Força de Decadência e Recuperação
É comum vermos bairros, ruas e centros que eram bem sucedidos se degenerarem com o tempo. O que causa a autodestruição da diversidade é o sucesso econômico. Por que a razão da diversidade em determinadas áreas é a oportunidade econômica e a atratividade. Porém quando essa diversidade se desenvolve de maneira descontrolada, muitos dos que competem pelo espaço são vencidos, e abandonam o local tornando-o de uso exclusivo de certo tipo de produtos, fazendo com que o local se torne monótono. A solução para isso não acontecer seria aumentar os impostos dessas áreas e mesclar edifícios públicos e semi públicos.
Lugares onde há usos únicos, tem uma característica comum: formam fronteiras ou limites. Uma área sem empreendimentos econômicos, se torna improdutiva e se deteriora, e torna-se perigosa. A solução seria procurar usos adequados a zona de fronteira e fazer uma relação entre eles, concentrando pessoas perto dessas zonas de fronteira.
Jane Jacobs também se preocupa em apresentar estratégias necessárias para poder financiar as melhorias urbanas e superar os cortiços. Construir conjuntos habitacionais e retirar as pessoas dos cortiços não é a solução. Mas os próprios moradores, por livre escolha com o poder publico deveriam se preocupar e transformar o lugar onde moram.
Para que sejam feitas as intervenções nas cidades é necessário dinheiro, seja ele de créditos de instituições de empréstimos ou aquela que o governo oferece por meio de receita tributaria ou de investimentos do submundo, por assim dizer. Mas o principal problema é a má aplicação desse dinheiro. O capital especulativo é despejado numa área de forma concentrada, produzindo mudanças drásticas. Em contra partida esse capital apenas goteja em localidades não encaradas como prioridade (JACOBS 1961, pag. 327). Em suma, o capital é aplicado em apenas uma parte da cidade onde se possa obter em troca, o lucro.

Táticas diferentes
Para a subvenção de moradias a autora sugere um método chamado de renda garantida. Para aquelas pessoas cujas circunstâncias não permitira pagar por moradias da iniciativa privada. Esse método propiciaria novas construções diversificadas, não padronizadas, em bairros boicotados. Os moradores pagariam um financiamento proporcional a renda em forma de aluguel.
A autora culpa a erosão das cidades aos automóveis. Ela mostra que a solução para o transito não é criar novos sistemas viários ou separar os pedestres dos automóveis, mas sim diminuir o numero de automóveis nas ruas. Ela acrescenta "quanto mais áreas monótonas, planejadas ou espontâneas existirem, maior se torna a pressão do transito sobre os distritos movimentados (JACOBS 1961, pag 397). As pessoas se tornaram dependentes dos automóveis, de maneira a não saírem mais a pé, deixando assim as ruas onde moram vazias.
Jane Jacob mostra que não funciona pensar na cidade ou querer transformá-la numa obra de arte. Mas o ideal é que haja ordem visual nas ruas, ou fazer recortes entre as ruas para que elas não pareçam distantes.
Nos capítulos finais a autora retoma todos os pontos e mostra que a aplicação deles junto com usos combinados é que vão fazer a cidade funcionar. E para isso é preciso ter uma boa gestão e um planejamento competente, junto com inteligência.

Clique aqui para o artigo "VITALIDADE URBANA EM JANE JACOBS"
Clique aqui para "RESENHA - MORTE E VIDA DE GRANDES CIDADES: CRÍTICA AO PLANEJAMENTO URBANO MODERNISTA E ALGO MAIS."

terça-feira, 29 de julho de 2014

Hoje na Aula

Arquitetura e Urbanismo


REPRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE ARQUITETURA
NBR 6492

Objetivo: Fixa condições exigíveis para representação gráfica de projetos de arquitetura visando sua boa
compreensão.

Considerações para apresentação
  • Papel: SÉRIE “A” –conforme NBR 10068 (A0, A1, A2, A3, A4)

  • Dobramento do papel: Sendo necessário o dobramento de folhas das cópias de desenho, o formato final deve ser o A4. Também deve-se considerar a fixação do papel em pastas através da aba e também a visibilidade do carimbo e legenda.

  • Legenda ou Identificação: “Carimbo” – Locar na parte inferior direita do papel contendo todas as informações do projeto. (proprietário, responsáveis pelo projeto, responsáveis pela obra, numeração de páginas, localização, escala, data, titulo do desenho) etc.

ELEMENTOS BÁSICOS PARA PROJETOS

PEÇAS ESCRITAS:
  • Programa de necessidades;
  • Memorial justificativo (texto que evidencia a utilização de parâmetros definidos no programa de necessidades);
  • Discriminação técnica;
  • Especificação;
  • Lista de materiais;
  • Orçamento.
PEÇAS GRÁFICAS
  • Plantas:
    • Planta de situação;
    • Planta de locação (ou implantação);
    • Planta de edificação; 
    • Plantas baixas
  • Corte;
  • Fachada;
  • Elevações;
  • Detalhes ou ampliações;
  • Escala

CARACTERIZAÇÃO DAS FASES DE PROJETOS

1. Programa de necessidades
2. Estudo Preliminar
3. Ante Projeto
4. Projeto Executivo
5. Projeto como construído (“as built)

Programa de necessidades
Briefing para os Ingleses, pré-design para os norte-americanos, ou programa de necessidades ou programa arquitetônico é o primeiro passo para o desencadeamento do processo de projeto, porque trata das condições que devem ser observadas ao longo do processo.
Constitui-se na fase preliminar de definições, verificações e análises onde através de reuniões entre cliente e arquiteto são levantados e relacionadas às informações do terreno, os objetivos do cliente/obra, o programa de necessidade/dimensionamento, averiguações legais e restrições, padrões e sistemas construtivos. Este conjunto de informações pode deve providenciado em conjunto com o cliente. A partir destas informações é
possível chegar aos estudos de viabilidade técnica e até econômica, antes de se iniciar o projeto propriamente dito.

Estudo Preliminar
Elaboração da idéia inicial x Programa de necessidades da obra.
Constitui a configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a edificação (rascunhos, croquis e plantas preliminares), que representam graficamente as primeiras soluções obtidas considerando as exigências contidas no relatório de levantamento de dados elaborado com os dados do programa de necessidades.

LEVANTAMENTO DE DADOS: 
  • Objetivos do cliente / obra.
  • Programa de necessidades / dimensionamento.
  • Informações do terreno.
  • Averiguações da legislação.
  • Padrões e sistemas construtivos.
  • Normas de apresentações e representação gráfica do cliente (se houver)

Anteprojeto
É o resultado final da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando as exigência das etapas anteriores devidamente aprovados pelo cliente. Constituem-se de um conjunto de desenhos que representam com mais clareza e personalidade a volumetria, o dimensionamento dos ambientes e os detalhes funcionais. A partir desta etapa é que devem ser iniciadas as atividades dos projetos complementares (estrutura, elétrica, hidráulica) dos outros profissionais.

ANTEPROJETO - PROJETO LEGAL OU  PROJETO DE PREFEITURA
Objetivo: Obter licenças e alvarás da obra, de acordo com as normas vigentes.
Constitui a configuração técnica-jurídica da solução arquitetônica proposta para a obra. O material gráfico produzido nesta fase deve atender aos requisitos legais a as normas técnicas de apresentação e representação gráfica dos órgãos públicos incorporando todas as exigências relativas a segurança e demais 
legislações.

Projeto Executivo
Apresenta de forma clara e detalhada todas as informações necessárias a execução da obra e todos os serviços inerentes. Devem estar corretamente indicados todos os materiais usados e suas quantidades, os detalhes construtivos, além das recomendações necessárias para sua correta execução.

Projeto como construído (“as built”)
Constitui-se na revisão final, pós obra, de todos os documentos do projeto executivo.

Fonte: Material dado em aula

Hoje na Aula

Arquitetura e Urbanismo


NOÇÕES BÁSICAS DE CONFORTO TÉRMICO

“O conforto térmico é um estado de espírito que reflete a satisfação com o ambiente térmico que envolve a pessoa”

(ASHRAE*, 1993)


  • O conforto Térmico é subjetivo e depende do metabolismo e da sensibilidade de cada indivíduo!
  • O Equilíbrio Térmico com o ambiente determina o conforto térmico.
  • O ganho e as perdas de calor entre o ambiente e o homem devem ser teoricamente iguais!
  • Quando não há equilíbrio térmico com o ambiente os mecanismo termorreguladores do corpo são ativados:
    • Vasoconstrição periférica no caso do frio – vasos capilares se contraem para diminuir a temperatura da pele, enquanto que os mais próximos aos órgãos internos se dilatam, para que as perdas de calor para o meio diminua.
    • Vasodilatação periférica no caso do calor –os vasos capilares se dilatam e aumentam o fluxo sanguíneo e consequentemente a temperatura da pele para que as perdas de calor para o meio se intensifiquem.

Determinantes do conforto térmico:
  • Atividades Físicas: determinam o calor gerado pelo metabolismo do corpo;
  • Vestimenta: determina a resistência térmica da roupa;
  • Variáveis Ambientais: englobam as variáveis climáticas e características específicas de cada local.

Variáveis Ambientais (determinam o microclima dentro e fora das edificações)
Microclima – conceito que expressa as variáveis climáticas e particularidades de um determinado local/edifício.
  • Níveis de radiação solar direta e difusa (W/m2)
  • Movimentação do ar (coeficientes de convecção- W/m2oC ou W/m2K)
Os coeficientes de convecção englobam a velocidade dos ventos e a redução das temperaturas em superfícies .
  • Níveis de Umidade (%)
  • Temperatura (K ou oC)
  • Áreas Verdes - sombreamentos
  • Áreas Construídas e seus Materiais
  • Máquinas e equipamentos (W)

Arquitetura Bioclimática (HOMEM – CLIMA – ARQUITETURA -SUSTENTABILIDADE)

Busca tirar proveito dos recursos naturais existentes , por meio de seus próprios elementos, das condições favoráveis do clima, com o objetivo de satisfazer as exigências de conforto térmico do homem.
A Arquitetura Bioclimática busca tirar o mínimo possível do ambiente e rejeitar o mínimo possível para o ambiente. Tem como partidos projetivos a sustentabilidade energética das edificações e o conforto térmico

ESTRATÉGIAS BIOCLIMÁTICAS
  • V- Ventilação
  • RE – Resfriamento Evaporativo
  • U - Umidificação
  • MR - Massa Térmica para resfriamento
  • MA – Massa Térmica para aquecimento
  • AS – Aquecimento Solar Passivo
  • AC – Ar condicionado
  • AA – Aquecimento Artificial
VENTILAÇÃO
Função: Resfriar superfícies das edificações e promover a retirada da umidade do corpo facilitando as trocas térmicas entre o usuário e o ser entorno através da convecção.
Fatores fixos que determinam a ventilação natural:
1.Forma e características construtivas do edifício;
2.Posicionamento geográfico dos edifícios e espaços abertos vizinhos;
3.Posição tamanho e tipo das aberturas.
Fatores variáveis que determinam a ventilação natural:
1.Direção, velocidade e frequência do vento;
2.Diferenças de temperaturas de espaços exteriores e interiores.
RESFRIAMENTO EVAPORATIVO E UMIDIFICAÇÃO
Função: retirar calor calor do ar pela evaporação de água ou evapotranspiração das plantas e aumentar os níveis de umidade do ar.

MASSA TÉRMICA 
Função: a massa térmica pode ser utilizada para aquecer ou resfriar a edificação, dependendo do clima local onde se situem as zonas referidas.
  • Os fechamentos absorvem calor tanto do exterior quanto do interior das edificações. A capacidade que cada material tem de armazenar este calor de um extremo ao outro , é denominada massa térmica.
  • Os materiais mais espessos tendem a armazenar calor durante o dia e descartá-lo durante a noite quando as temperaturas são mais amenas.
  • Massa térmica para aquecimento: utilizar fechamentos opacos mais espessos e diminuir áreas das aberturas orientando-as para o sol.
  • Massa térmica para resfriamento – utilizar fechamentos opacos mais espessos e diminuir as áreas das aberturas, evitando a insolação direta.
AQUECIMENTO SOLAR PASSIVO
Função: consiste em utilizar a radiação solar direta ou indireta para o aquecimento dos ambientes internos
  • Ganho Direto: possibilita o acesso da radiação solar diretamente ao interior da edificação, através de elementos zenitais (domus ou clarabóias) ou elementos laterais (janelas – ex: bay window ou paredes transparentes) gerando-se o efeito estufa.
  • Ganho Indireto: possibilita o acesso da radiação solar a áreas adjacentes da construção, tais como jardins de inverno ou paredes de acumulação, com elevada massa térmica, que captam a radiação distribuindo-a indiretamente a ambientes internos.
AQUECIMENTO ARTIFICIAL OU AR CONDICIONADO
Função: quando não se consegue atingir as condições de conforto térmico utilizando os recursos naturais ou técnicas construtivas passivas é necessário recorrer a sistemas artificiais.
Premissas Básicas para projetos:
1.Garantir a estanqueidade dos ambientes evitando a infiltração do ar exterior;
2.Avaliar a eficiência energética dos aparelhos;
3.Prever isolamento térmico dos fechamentos da edificação – utilizar materiais mais compatíveis. EX; vidro duplo para fechamentos transparentes, materiais com baixa condutividade térmica, etc.


O CONFORTO TÉRMICO E A ECONOMIA DE ENERGIA
A radiação solar influência diretamente o conforto térmico nas edificações, o consumo de energia nos edifícios e o clima nas área urbanas. Sempre que o homem não consegue obter conforto naturalmente ele recorre a sistemas de refrigeração artificiais.

1.Orientação e forma da edificação: A orientação e a forma dos edifícios influem sensivelmente na quantidade calor por ele recebida, implica em menores consumos de energia e está associada à latitude do local onde se implanta o edifício (Mascaró, 1985).

2. Posicionamento e forma das aberturas: Deve favorecer a utilização da luz natural e propiciar o controle da radiação solar. O uso de proteções solares é um recurso importante para reduzir ganhos térmicos (Lamberts, 1997).
Proteções podem ser:

  • Internas, cortinas, persianas, etc., porém não evitam o efeito estufa
  • Externas: brises, platibandas , porém devem favorecer a penetração de luz natural desde que bloqueie a entrada de radiação solar direta

3. Controle da radiação solar pela vegetação – paisagismo integrado ao projeto: A utilização da vegetação, integrada ao espaço construído, pode atuar de maneira determinante nas questões que remetem à incidência direta da radiação solar e economia de energia, tanto na escala do edifício quanto na escala urbana.

4. Utilizar materiais opacos com albedo (refletância) e emissividade adequados ao clima: Os materiais com elevado albedo ou refletância e emissividade tendem a manter-se mais frios quando expostos a radiação solar, reduzindo assim o ganho de calor por superfícies opacas. Os materiais com baixo albedo e emissividade tendem a manter-se mais quentes quando expostos a radiação solar, aumentando os ganhos de calor em superfícies opacas. Controlar a entrada de radiação solar direta em edifícios utilizando fechamentos transparentes com maior eficiência espectral – principalmente em climas quentes ou controlando a entrada da radiação solar direta sem prejudicar a iluminação natural.

O CONFORTO TÉRMICO E AS ILHAS DE CALOR URBANAS
A remoção de vegetação nos centros urbanos, responsável pela redução das áreas sombreadas e do resfriamento evaporativo, e a utilização de superfícies pavimentadas e escuras como o asfalto ou coberturas de edificações com alta absorção da radiação solar, contribuem para o aumento das emissões de radiação térmica (onda longa) para o ar. O aumento das temperaturas urbanas tem sério impacto na demanda de energia para condicionamento de ar e nos índices de poluição atmosférica.
Dependendo de sua localização geográfica e clima predominante, podem beneficiar ou prejudicar o habitante urbano e o uso de energia.
As ilhas de calor não são apenas desconfortáveis, elas causam poluição atmosférica, que é causada por reações fotoquímicas no ar, que ocorrem principalmente em função do aumento de temperatura.

Estratégias para minimizar as ilhas de Calor Urbanas:

  • Ampliar as áreas verdes e sombreadas;
  • Utilizar materiais com elevado albedo* (refletância) e emissividade.

*Albedo é a refletância de um dado sistema a radiação solar

Fonte: Material dado em Aula

terça-feira, 15 de julho de 2014

Hoje na Aula

Arquitetura e Urbanismo


REPRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE ARQUITETURA
NBR 6492

Objetivo: Fixa condições exigíveis para representação gráfica de projetos de arquitetura visando sua boa compreensão.

Considerações para apresentação

Papel em formatos:
SÉRIE “A” – conforme NBR 10068 (A0, A1, A2, A3, A4)

Dobramento do papel:
Sendo necessário o dobramento de folhas das cópias de desenho, o formato final deve ser o A4. Também deve-se considerar a fixação do papel em pastas através da aba e também a visibilidade do carimbo e legenda.


LEGENDA OU IDENTIFICAÇÃO:
Carimbo – locar na parte inferior direita do papel contendo todas as informações do projeto. (proprietário, responsáveis pelo projeto, responsáveis pela obra, numeração de páginas, localização, escala, data, titulo do desenho) etc.O 

CARACTERIZAÇÃO DAS FASES DE PROJETO
  • 1. Programa de necessidades
  • 2. Estudo Preliminar
  • 3. Ante Projeto
  • 4. Projeto Executivo
  • 5. Projeto como construído (“as built)
Programa de necessidades
Briefing para os Ingleses, pré-design para os norte-americanos, ou programa de necessidades ou programa arquitetônico é o primeiro passo para o desencadeamento do processo de projeto, porque trata das condições que devem ser observadas ao longo do processo.
Constitui-se na fase preliminar de definições, verificações e análises onde através de reuniões entre cliente e arquiteto são levantados e relacionadas às informações do terreno, os objetivos do cliente/obra, o programa de necessidade/dimensionamento, averiguações legais e restrições, padrões e sistemas construtivos. Este conjunto de informações pode deve providenciado em conjunto com o cliente. A partir destas informações é possível chegar aos estudos de viabilidade técnica e até econômica, antes de se iniciar o projeto propriamente dito.

Estudo Preliminar
Elaboração da idéia inicial x programa de necessidades da obra.
Constitui a configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a edificação (rascunhos, croquis e plantas preliminares), que representam graficamente as primeiras soluções obtidas considerando as exigências contidas no relatório de levantamento de dados elaborado com os dados do programa de necessidades.

Anteprojeto
É o resultado final da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando as exigência das etapas anteriores devidamente aprovados pelo cliente. Constituem-se de um conjunto de desenhos que representam com mais clareza e personalidade a volumetria, o dimensionamento dos ambientes e os detalhes funcionais. A partir desta etapa é que devem ser iniciadas as atividades dos projetos complementares (estrutura, elétrica, hidráulica) dos outros profissionais.

Projeto Executivo
Apresenta de forma clara e detalhada todas as informações necessárias a execução da obra e todos os serviços inerentes. Devem estar corretamente indicados todos os materiais usados e suas quantidades, os detalhes construtivos, além das recomendações necessárias para sua correta execução.

Projeto como construído (“as built”)
Constitui-se na revisão final, pós obra, de todos os documentos do projeto executivo.

ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETO (PEÇAS GRÁFICAS E PEÇAS ESCRITAS)

PEÇAS ESCRITAS:
a) programa de necessidades;
b) memorial justificativo;(texto que evidencia a utilização de parâmetros definidos no programa de necessidades)
c) discriminação técnica;
d) especificação;
e) lista de materiais;
f) orçamento.

PEÇAS GRÁFICAS
a) plantas:
- planta de situação;
- planta de locação (ou implantação);
- planta de edificação; plantas baixas
b) corte;
c) fachada;
d) elevações;
e) detalhes ou ampliações;
f) escala
Fonte: Material dado em aula

Hoje na Aula

Arquitetura e Urbanismo

Arquitetura: Arte ou técnica de projetar o ambiente habitado pelo ser humano. Envolve todo design do ambiente construído pelo homem o que engloba desde o desenho de mobiliário , o desenho da paisagem, da cidade e da região.

Urbanismo (urbe=cidade): É uma disciplina, e atividade técnica relacionada com o estudo, regulação, controle e planejamento da cidade. Ciência de caráter multidiciplinar que estuda a cidade. O termo urbanismo está definido no dicionário como “conjunto das questões relativas a arte de edificar uma cidade”.

BREVE HISTÓRIA DAS CIDADES

Os primeiros aglomerados de pessoas surgiram ao longo de bacias hidrográficas. Um resultado da busca de áreas cultiváveis e com oferta de água.

CARACTERIZAÇÃO DAS CIDADES (IBGE)

Cidade pequena: 50 a 100 000 habitantes;
Cidade média: 100 001 a 500 000 habitantes;
Cidade grande: acima de 500 000 habitantes;
Metrópole: acima de 1 000 000 de habitantes;
Megacidade: acima de 10 000 000 de habitantes.

O conceito de cidade varia de país a país mas geralmente se baseia na quantidade de habitantes para que um lugarejo seja elevado a categoria de cidade. Para ONU cidade é qualquer agrupamento humano com mais de 20.000 habitantes.

DINÂMICA POPULACIONAL

Dinâmica populacional é uma disciplina que estuda as variações na abundância das populações. O estudo da dinâmica das populações é importante para compreender o que ocorre nos ecossistemas em equilíbrio. Para avaliar o desenvolvimento de uma população, é preciso conhecer certos atributos que lhe são característicos: 
  • (N) – taxa de natalidade – indivíduos que nascem
  • (M) – taxa de mortalidade – indivíduos que morrem
  • (I) – taxa de imigração – indivíduos que chegam
  • (E) - taxa de emigração – indivíduos que saem
  • (D) – densidade populacional – indivíduos que compõe uma população e o espaço ocupado por eles.

DINÂMICA URBANA

Dinâmica Urbana estuda as Alterações na ocupação sócioespacial das cidades. O crescimento acelerado e desordenado nos centros urbanos compromete a qualidade de vida e o meio ambiente. Fenômeno que ocorre em paralelo ao desenvolvimento do capitalismo.
Fatores associados a dinâmica urbana:
  • Adensamento populacional;
  • Sistema de transporte ineficiente;
  • Aumento dos índices de violência;
  • Degradação de áreas de preservação ambiental;
  • Segregação sócio-espacial;
  • Alteração do Clima em função das alterações das superfícies urbanas - Ilhas de Calor;
  • Aumento do consumo de energia.

ESTATUTO DAS CIDADES 
LEI 10257/2001

Lei que estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental.
Após a promulgação da constituição federal (1988) e a regulamentação de seus artigos 182 e 183 pela Lei pela Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, conhecida como Estatuto da Cidade, que o Poder Público passou a contar com inovadoras ferramentas técnico-legais, capazes de promover o aprimoramento da gestão urbanística. Entre essas ferramentas estão a usucapião especial coletiva, o IPTU progressivo no tempo, os órgãos colegiados, as zonas especiais de interesse social e o Plano Diretor para municípios com mais de 20 mil habitantes.

PLANO DIRETOR 

Plano diretor é o Instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e privados. (ABNT, 1991)
É um documento que sintetiza e torna explícitos os objetivos consensuados para o Município e estabelece princípios, diretrizes e normas a serem utilizadas como base para que as decisões dos atores envolvidos no processo de desenvolvimento urbano convirjam, tanto quanto possível, na direção desses objetivos. (SABOYA, 2007, p. 39)

Plano Diretor x Estatuto das Cidades
  • Instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana.
  • Deve ser aprovado por lei municipal e revisto a cada 10 anos.
  • Integrado diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual do município.
  • Construído a partir da participação da sociedade, na elaboração, no acompanhamento e na revisão (gestão democrática).
Obrigatoriedade do plano diretor

I - Cidades com mais de 20.000 habitantes
II –integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas;
III – onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no § 4o do art. 182 da Constituição Federal;
IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico;
V – inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional.

LEI DE ZONEAMENTO

A Lei de Zoneamento estabelece regras para organizar os espaços e tornar a cidade mais agradável para você viver, evitando incômodos e criando facilidades de trabalho, moradia e lazer.

Fonte: Material dado em Aula

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Hoje na Aula

APS 7º Semestre

Elaboração de um trabalho intitulado "Cálculo Estrutural de uma Laje, uma Viga e um Pilar de Concreto Armado", no qual a equipe apresenta a memória de cálculo detalhada de uma laje maciça de concreto, uma viga de seção retangular e um pilar curto. Devem ser apresentadas também desenhos da armadura das estruturas.

Trabalho com pelo menos 40 páginas
OBS: Equipes de até 5 alunos.

"Em cada semestre, o aluno deverá cumprir a quantidade de horas de APS, definida para seu curso. A comprovação da realização das APS, em cada semestre, será feita mediante a entrega ou postagem do trabalho. Será atribuído um conceito semestral (Aprovado ou Reprovado) às APS, o qual deverá ser lançado no sistema Acadêmico (trabalhosacademicos.unip.br/entrega) ou, em cado de DP e/ou AD, em mapa emitido pela Secretária  até a data limite de entrega das notas, conforme o Calendário Escolar".

Fonte: Aula

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Evento


Inspire inovações, multiplique tendências.

Chegando à sua 20ª edição, a Feicon Batimat é o principal Salão da Construção da América Latina. O evento mais completo do setor apresenta a cada ano, inovações e tendências proporcionando um encontro para ótimos negócios, networking com grandes profissionais e marcas do setor da construção civil e principalmente a disseminação de novos produtos e serviços.

Além disso, a feira conta com a conferência Núcleo de Conteúdo Feicon Batimat, que possui 4 dias de palestras e debates, trazendo fortes tendências do mercado e renomados profissionais nacionais e internacionais.

Data: 18 – 22 Março | 2014
Horários: terça a sexta das 11h às 20h – sábado das 9h às 17h
Pavilhão de Exposições do Anhembi – São Paulo – SP – Brasil

• Exposição de mais de 1.000 marcas nacionais e internacionais
• Presença de 130 mil visitantes/compradores qualificados
• Área de exposição de 85 mil m²
• 5 opções de programa de conferência, totalizando mais de 50 palestras

Fonte: Site Feicon

Aniversário


Segundo Machado de Assis: a gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz.

1 Ano de Blog, que venham muitos mais.

Carla de Cassia.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Hoje na Aula

Teoria das Estruturas

Para a melhor compreensão sobre os Sistemas Estruturais, devemos conhecer alguns conceitos básicos sobre as Estruturas.

ESTRUTURAS

Estrutura é um sistema destinado a proporcionar o equilíbrio de um conjunto de ações, capaz de suportar as diversas ações que vierem a solicitá-la durante a sua vida útil sem que ela perca a sua função.

Para estudo das forças atuantes na estrutura, consideramos-as formadas pela composição de três peças:
  • Barras: pequenas dimensões transversais em relação ao comprimento.
  • Blocos: as três dimensões com pequenas diferenças.
  • Chapas: superfícies grandes em relação a sua espessura.
Elas podem ser classificadas como:

  • Estrutura Hipostática: possui vínculos insuficientes para garantir a sua total imobilidade.

  • Estrutura Isostática: possui vínculos estritamente necessários para garantir a sua total imobilidade.

  • Estrutura Hiperestática: possui vínculos superabundantes para garantir a sua total imobilidade.


AÇÕES

Ações é toda influência exercida sobre um corpo capaz de produzir um estado de tensão ou modificar o estado já existente. 
Carregamento é o conjunto de ações que atuam simultaneamente para a determinação dos esforços solicitantes num sistema estrutural.

Os carregamentos podem ocorrer devido:
  • As ações ativas: forças ou momentos aplicados na estrutura.
  • As ações reativas: forças ou momentos devido as reações de apoio.
As ações são classificadas:
  • Forças
  • Momentos
Estáticas: Ação estática na estrutura.
Dinâmicas: Ação variável na estrutura.

Diretas: Cargas permanentes, cargas variáveis e cargas acidentais
Indiretas: Deformações impostas; retração, fluência, protensão, deslocamento dos apoios.

Acidentais: Ação esporádica na estrutura, constituída em função do uso da estrutura.
Permanentes: Constituída pelo peso próprio e pelas sobrecargas dos elementos construtivos e instalações permanentes

Concentradas: Ação com extensão de aplicação pequena em relação ao tamanho da estrutura.

Distribuídas: Ação distribuída em parte da extensão da estrutura. Pode ocorrer de duas formas:

Uniforme 

Não uniforme

REAÇÕES DE APOIO 


       As Reações de Apoio são responsáveis pelo vínculo da estrutura ao solo ou a outras partes da mesma, de modo a ficar assegurada sua imobilidade, a menos dos pequenos deslocamentos devidos às deformações.

Nos sistemas planos, existem três tipos de movimentos. A figura abaixo mostra os três movimentos em relação ao plano XY o de translação no eixo X, o de translação no eixo Y e o de rotação no eixo Z.


Os vínculos podem ser classificados em função do número de movimentos que impedem. Portanto temos apoios com três graus de liberdade: 
  • Vínculo Simples: Apoio Móvel, impede apenas um movimento, normalmente de translação.
Símbolo:

  • Vínculo Duplo: Apoio Fixo, impede dois movimentos, normalmente permitindo apenas o de rotação.
Símbolo:

  • Vínculo Triplo: Engastamento, impede os três movimentos, os dois de translação e o de rotação.
Símbolo:

SOLICITAÇÃO

Solicitação é todo esforço ou conjunto de esforços que devido às ações se exerçam sobre uma ou mais seções de um elemento da estrutura.


A solicitações provocam na estrutura dois tipos de tensões:

  • Tensões nomais:
    • Tensão Normal de Tração:


    • Tensão de Normal de Compresão
compressao.gif (8996 bytes)
  • Tensão de Cisalhamento
cisalhamento.gif (13168 bytes)

Força Normal (N)
A Força Normal é representa a soma algébrica de todas forças contidas no plano YX, portanto, perpendicular à seção transversal, produzindo no plano YZ tensões normais. Consideramos a Força Normal, como tração(+) se esta é dirigida para fora do corpo ou compressão(-) se esta é dirigida para fora do corpo.

Tração :

Compressão :

Força Cortante (V)
A Força Cortante representa a soma algébrica de todas forças contidas no plano YZ, perpendicular ao eixo da peça. Produzindo esforço que tende a deslizar uma seção em relação a outra, provocando tensões de cisalhamento.

Momento Fletor (Mf)
O Momento Fletor representa a soma algébrica dos momentos relativas a seção YX, contidos no eixo da peça, gerados por cargas aplicadas transversalmente ao eixo longitudinal. Produzindo esforço que tende a curvar o eixo longitudinal, provocando tensões normais de tração e compressão na estrutura. 

Momento Torsor (Mt)
O Momento Torsor representa a soma algébrica dos momentos gerados por cargas contidas ou que possuam componentes no plano YZ, perpendicular ao eixo X. Produzindo esforço que tende a fazer girar a seção em torno do eixo longitudinal, provocando tensões de cisalhamento. 

EQUILÍBRIO

Uma estrutura está em equilíbrio estático quando as grandezas externas possuem o mesmo módulo das grandezas internas, onde a soma de todas deformações dos esforços internos gera o deslocamento das ações ativas e reativas na estrutura.

O equilibrio estático de um sistemas de forças coplanares deve preencher as condições das três equações da estática:
  • A resultante das forças horizontais igual a zero ( S H=0 )
  • A resultante das forças verticais igual a zero ( S V=0 )
  • A resultante dos momentos das forças e dos momentos aplicados é igual a zero ( S M=0 )
As condições de equilíbrio são indispensáveis para o cálculo das reações de estruturas isostáticas e hiperestáticas.

DIAGRAMAS

Diagramas ou Linhas de Estado são o estudo gráfico dos esforços simples. Esses gráficos retratam os valores dos esforços simples ao longo da estrutura, permitindo a visualização das variações desses esforços de uma seção para outra.

Classificação:
  • Diagrama de Força Normal: retrata os esforços nomais (tração e compressão) ao longo da estrutura.
  • Diagrama de Força Cortante: retrata os esforços cortantes (cisalhamento) ao longo da estrutura.
  • Diagrama de Momento: retrata os esforços de flexão ao longo da estrutura.
  • Linha de Influência: retrata os esforços de uma seção da estrutura, em relação a variação de uma força na estrutura.